A Talespin está desenvolvendo “pessoas virtuais” para treinamentos de habilidades interpessoais

A Talespin está desenvolvendo “pessoas virtuais” para treinamentos de habilidades interpessoais

Com a crescente busca por profissionais com muita habilidade interpessoal, pessoas que saibam lidar com pessoas, a empresa Telespin, especializada em treinamentos com Realidade Virtual, está trazendo para sua plataforma cenários de treinamento com “humanos virtuais”.

Soft skills (habilidades sutis) – É saber lidar com situações tensas com empatia e comunicação – que são cruciais para o sucesso dos trabalhadores no mundo todo. Em uma pesquisa, o LinkedIn divulgou que a maioria das empresas buscam pessoas com soft skills para diversos tipos de vagas. Mas, nem todas as instituições tem tempo (ou dinheiro) para treinar seus empregados da maneira ideal para as situações, em sua maioria voláteis, que os colocariam à prova.

Para tentar reverter essa situação, a Telespin está desenvolvendo um ser humano virtual – uma inteligência artificial criada para parecer e agir como humanos reais – dentro de sua plataforma para treinamentos de comunicação interpessoal.

A plataforma de treinamento da Telespin coloca o usuário diretamente em um cenário guiado, em uma situação realista de discussão entre duas pessoas. Cada etapa foi desenvolvida para ser o mais realista possível, se aproveitando de uma narrativa ramificada, reconhecimento de voz e um processador de linguagem natural, usado para simular um treinamento VR que possa ser ativado em nível experiencial. A ideia é fazer os usuários lidarem com o lado caótico das interações entre as pessoas de uma forma que a experiência fique em sua memória mesmo depois de saírem da simulação.

Imagine que, ao invés de assistir a vídeos de treinamentos sobre como tratar clientes, parceiros e empregados, você possa mergulhar em uma experiência simulando exatamente o tipo de interação que deveria acontecer. Talespin diz que, na simulação, você tem a percepção imediata do impacto que causou na outra pessoa, e também percebe como deve agir em determinada situação.

A empresa espera que sua tecnologia com humanos virtuais proporcione uma chance de ajustar algumas falhas na comunicação e entender elementos específicos da relação interpessoal e ajudar a desenvolver os atributos necessários para lidar com cada uma. A ideia é poder testar tudo virtualmente antes de ir para o ambiente de trabalho em si.

O exemplo mostrado pela Telespin na demo inicial da plataforma foi o “humano virtual” Barry. Na simulação, o usuário precisa demiti-lo.

“Quando um usuário interage com o Barry na simulação, ele navega por centenas de possíveis caminhos para a conversa, que irão efetivamente (ou não) demitir Barry, que reagirá com discurso, linguagem corporal e maneirismos realistas”, diz a Talespin em seu blog oficial.

A tecnologia foi criada para atender a demanda dos clientes. Junto com Barry, foram desenvolvidos outros cenários como exemplos, incluindo ligações de telemarketing, feedback de empregados e outras situações com conversas mais emocionais exigindo ainda mais soft skills.

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