Experiência em Realidade Virtual te coloca no lugarde vítimas de preconceitos

Experiência em Realidade Virtual te coloca no lugarde vítimas de preconceitos

Imagine colocar-se na pele de uma pessoa com uma etnia diferente da sua, ou de outro sexo, ou de outra matriz religiosa. Você acha que suas tendências ao racismo, xenofobia e preconceitos diminuiriam?

Foi pensando nisso que a especialista em Realidade Virtual Clorama Dorvilias, lançou um projeto ambicioso voltado para a empatia e preconceito.

A principal ideia da experiência é conscientizar e mudar a abordagem dos treinamentos tradicionais de empresas e instituições de ensino, tirando o foco da acusação e da vergonha e despertando a sintonia entre as pessoas na pele de quem realmente sofre preconceito.

A iniciativa é baseada nas lógicas de jogos e ao contrário dos treinamentos tradicionais, os métodos são ligados em evidências que permitem medir o impacto que o preconceito pode causar dentro do ambiente organizacional e de ensino.

O jogo batizado de Empathetech (um mix de empatia com tecnologia) usa avatares em um experimento com 32 mulheres brancas, que encaram a percepção de mulheres negras em situações normais do dia a dia e terminam a imersão com sentimentos empáticos fortalecidos, segundo a desenvolvedora Clorama.

O objetivo do projeto é somar progressos e reais mudanças em longo prazo, a fim de fazer o usuário sentir-se bem ao invés de envergonhado diante dos pequenos preconceitos que carregamos.

Cientistas de Londres e Barcelona já debateram os resultados da aplicação de Realidade Virtual para proporcionar uma experiência profunda de “troca de pele” e formularam um artigo, publicado no jornal Trends in Cognitive Sciences.

Para o co-pesquisador do artigo Mel Slater, viver em uma pele diferente ativa sinais sensoriais no cérebro que o permitem expandir sua compreensão sobre o que o corpo pode se parecer. “Isto pode fazer com que pessoas mudem suas atitudes sobre as outras”, afirma.

Slater é professor de ambientes virtuais na Universidade College London e pesquisador na Universidade de Barcelona.

A percepção de sí como um corpo de outra cor, através de mais elementos sensoriais, praticamente enganam o cérebro e aciona mecanismos subconscientes de compreensão e proteção.

E aí? Acha que suas atitudes seriam diferentes na pele de outra pessoa? Conta pra gente o que acha sobre este projeto.

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