Inteligência Artificial e Haptics podem revolucionar os jogos em Realidade Virtual

Inteligência Artificial e Haptics podem revolucionar os jogos em Realidade Virtual

Tecnologias que vem crescendo no mercado podem elevar a imersão na Realidade Virtual a um novo patamar. Há um grande potencial em jogos criados de modo entrelaçado com os sentidos e experiências humanas, especialmente em VR. A Inteligência Artificial é definida como uma inteligência de máquina e, se propriamente aplicada, pode revolucionar os jogos como os conhecemos, trabalhando com neuro revolução, deep learning e processamento natural de linguagem (NLP).

Atualmente, a Realidade Virtual é otimizada para socialização em um espaço virtual, além de cobrir o espectro visual para nós, humanos, nos permitindo ficar completamente imersos em um ambiente 3D. Esses já são avanços significativos, mas ainda há muito espaço para melhorias e descobertas. Por exemplo, a área de neuro revolução, dentro da Inteligência Artificial, poderia permitir que jogos fossem feitos sob medida, de acordo com as experiencias únicas de cada usuário, “evoluindo” cada personagem para se comportar diferentemente em cada jogo, renderizando desafios para cada jogador, tornando o jogo único e irreplicável. Uma ótima aplicação para isso seriam os jogos de zumbis, como o Arizona Sunshine ou o Brookhaven Experiment. Já pensou ter todos os seus sentidos estimulados e imersos em um jogo de terror como esses?

Contudo, as implicações da Inteligência Artificial vão muito além disso. Ela poderia ser o primeiro passo para a criação de um mundo inteiramente virtual, sem (ou com poucas) moderações. Em uma sociedade em Realidade Virtual, totalmente automatizada, as coisas poderiam ser mais eficientes. A AI não interfere somente no ambiente virtual, mas seria crucial na melhoria das haptics e de motion-gear associados à Realidade Virtual. Por enquanto, a maioria dos jogos VR são jogados com um headset e controles de movimento, mas nós necessitamos cada vez mais de toques reais e não há jeito melhor de conseguir isso do que aprimorar os equipamentos para reproduzirem essas sensações.

O problema é: com a visão, audição, paladar e olfato localizados na parte da frente e o tato espalhado por todo o corpo, como não limitar a capacidade de imersão da Realidade Virtual? Esse problema tem três possíveis soluções: sistemas haptics palpável, vestível e/ou tocável.

Stanford Shape Lab

Para Realidade Virtual, entretanto, uma combinação entre palpável e vestível seria ideal, proporcionando uma experiencia virtual mais suave e próxima do natural. É aí que entram as luvas e trajes hápticos, que já estão sendo desenvolvidos por algumas empresas!

BHaptics, por exemplo, possui um traje tático que permite que as sensações do VR sejam recebidas em 70 pontos haptic de feedback.  A companhia também tem outros produtos, como o “Tactosy”, para os pés e as mãos.

Engadget – BHaptics

Teslasuit é outra empresa tentando implementar melhorias em VR haptics, mas seu foco principal é em performance e treinamento. Seu traje é otimizado para receber haptic feedback, captura de movimento, controle de temperatura e biométricas.

Teslasuit - traje de performance e treinamento.
Teslasuit – traje de performance e treinamento.

O maior desafio de haptic é a sensação única de gravidade – podemos enganar nossos cérebros em muitas coisas, mas a gravidade e as leis da física são difíceis de reproduzir. Para contornar isso, uma pesquisa realizada pela Stanford desenvolveu a Grabity, uma interface que simula peso e sensação de aperto em Realidade Virtual; por meio de vibrações especificas, ela produz a ilusão de peso e inércia.

A fala é muito importante em Realidade Virtual, afinal, uma das mais importantes características dos seres humanos é a capacidade de se comunicar e de empatizar uns com os outros. E é neste ponto que entra o processamento natural de linguagem (NPL), que possui a capacidade de transformar voz em texto e vice-versa, o que pode set muito aproveitado em VR.

Ainda há um grande caminho para percorrer no avanço da Inteligência Artificial. Entretanto, alguns destes projetos estão direcionados a proporcionar um futuro melhor para a Realidade Virtual, permitindo abordagens mais realistas na réplica de sensações humanas nas teorias e nos jogos. Com o tempo, essas novas tecnologias se tornarão mais leves, confortáveis, adaptáveis e acessíveis para toda a sociedade.

Talvez estejamos mais perto da realidade do filme Ready Player One, de Steven Spielberg, do que nunca, mas os avanços estão só começando. Ainda há muito espaço para crescer e aprimorar essas novas tecnologias.

Tem algum projeto que envolva novas tecnologias e gostaria de desenvolver? Entre em contato conosco pelo site agenciacasamais.com.br ou pelo telefone: (11) 3467 – 1985.

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