Metaverso - Você sabe o que é?

Metaverso e as Criptomoedas

Você já se imaginou vivendo em um mundo digital paralelo? Se a sua resposta foi sim, saiba que o metaverso está cada vez mais longe da ficção. Mais do que isso, não é difícil imaginar que ele pode não ser tão paralelo assim e, sim, o principal universo no qual as gerações futuras podem viver. Parece loucura? Neste texto você vai entender os motivos pelos quais isso pode acontecer.

Com os seus primeiros registros de funcionalidade no final da década de 1960, a internet evoluiu para um paradoxo que, atualmente, é uma realidade: sozinho no seu quarto, você pode estar em contato com muitas pessoas. Então, um primeiro ponto a ser abordado para a compreensão do metaverso é a dissolução desse paradoxo causado pela oposição das palavras “sozinho” e “acompanhado” quando estamos em um ambiente que é considerado, atualmente, como o mundo real. Trata-se, até mesmo, de uma questão que envolve não só o nosso idioma, mas todos os existentes no mundo.

“Para que exista um mundo digitalizado, precisamos criar nele verdades sobre possuir, sentir e viver, da forma mais parecida com a que temos hoje. Ainda que possamos trabalhar com a capacidade de adaptação e mutação do ser humano – que é real – precisamos entender que algumas coisas são insubstituíveis, como os sentimentos e os sentidos”, defende Fábio Costa, CEO da Agência Casa Mais, empresa paulistana pioneira em Realidade Virtual para o mercado corporativo. Ele lembra que temos a necessidade de termos segurança financeira, objetos, um lar, roupas, etc. Sendo assim, tudo isso precisa ser implementado de uma forma que as pessoas se sintam atraídas para esse mundo paralelo. Ou seja, o desafio para o metaverso funcional é complexo, mas nem por isso é impossível, conforme você vai conferir a seguir.

 

Mas o que é o metaverso?

Enquanto você está aqui lendo este texto, alguém está dormindo do outro lado do mundo. Uma mulher de negócios está fechando o negócio da vida dela em outro lugar, enquanto um jovem rapaz surfa em uma praia isolada no Caribe. Essa multiplicidade é uma característica inerente ao mundo real e a ideia macro do metaverso é, da mesma forma, fazer com que isso aconteça digitalmente.

Meta, em grego, significa além. Verso, por sua vez, é um sufixo derivado para palavra universo. A palavra, então, é autoexplicativa, ainda que o conceito seja um pouco mais difícil de entender. Contudo, a ideia já foi replicada em diversos filmes e seriados, cada um com sua característica, mas todos classificados, até o momento, como ficção. Trata-se de um mundo virtual no qual você pode fazer simplesmente tudo o que faria no mundo real, como ir as compras, trabalhar, pegar coisas, interagir com outras pessoas, etc. Tudo isso estando, de fato, dentro de diversos e diferentes ambientes, cada qual projetado para a sua própria funcionalidade.

Além da possibilidade de fazer as mesmas coisas, a ideia é que as pessoas possam fazer ainda mais. Imagine, por exemplo, que em cinco minutos você poderia acordar a pessoa que está dormindo do outro lado do mundo, presenciar o fechamento do negócio da mulher citada anteriormente e ainda finalizar assistindo o jovem surfar no Caribe. Interessante não?

 

Evolução comprovada

São 8 horas da manhã. O carteiro passa pela sua porta e deixa algumas cartas na sua caixa de correio. Você recolhe e abre uma delas, uma conta de luz com vencimento para a semana que vem. Mesmo assim, você tem tempo hoje e decide adiantar o pagamento. Pega o seu carro e vai até o banco, onde enfrenta uma hora de fila para pagar a conta na “boca do caixa”. Surreal, não? Mas era assim que acontecia antes da chegada da tecnologia (como com os caixas eletrônicos) e da internet.

Não vamos bater na tecla já desgastada da evolução da tecnologia e do impacto no cotidiano, mas vale a pena entendermos a possível evolução futura do setor financeiro, um dos que já apontam para a viabilidade do metaverso.

A digitalização desse mercado que anos atrás era representada pela criação de sites e aplicativos dos bancos, atualmente é muito mais acentuada. Os bancos tradicionais vêm sendo substituídos pelos digitais, que sequer precisam de agências físicas, conhecidos como fintechs. O dinheiro em espécie é cada vez menos utilizado e as criptomoedas já não precisam mais ser trocadas pela moeda real para serem utilizadas.

Agora, se pergunte: como será o sistema financeiro dentro do metaverso? Responder que isso pode acontecer com o uso de dinheiro digital e/ou de criptomoedas certamente é um palpite bem assertivo.

 

Consumo

Outro início de que o metaverso pode não estar tão distante é o consumo de bens digitais, que já se assemelha à forma de consumo no mundo real. Obviamente, o universo dos games é um belo exemplo para diversos argumentos do metaverso, e neste caso não é diferente.

Não é raro ouvirmos histórias de pagamentos de altos valores por skins e roupas para personagens de jogos online. Se no começo desse movimento essa compras eram impulsionadas pelo ganho de habilidades, hoje podem ser simplesmente feitas por motivos estéticos, assim como acontece no mundo real.

“Já temos grandes empresas e marcas, como a Nike e a Microsoft, que estão de olho no desenvolvimento de produtos destinados ao metaverso. Isso não somente mostra uma nova forma de consumo, mas também evidencia a credibilidade em um mundo alternativo e digitalizado”, completa Fábio.

 

Um importante marco

Depois de décadas de evolução tecnológica, não podemos simplesmente acreditar que tudo vai parar. Nem mesmo a pandemia da Covid 19 teve esse poder. Pelo contrário, impulsionou muitos estudos, assim como acontece nas guerras.

Durante os últimos anos, vimos muita coisa mudar. Dentre essas mudanças, tivemos alguns marcos, uns mais relevantes, outros menos. Muita coisa aconteceu entre o espaço no qual um computador ocupava uma sala inteira para um tempo no qual carregamos em um simples smartwatch uma capacidade de processamento que sequer podia ser imaginada na época antiga.

Para citar alguns exemplos: a evolução da conexão móvel, a criação dos dispositivos touch screen, a inserção de diversos hardwares nos celulares (GPS e sensores variados, por exemplo), as redes sociais, o aprimoramento das câmeras dos celulares e, por que não abordar, a criação da realidade virtual e tecnologias conexas, que são um ponto de atenção para a viabilidade do metaverso. Some a tudo isso algumas outras novidades, como o aprimoramento recente dos assistentes virtuais (Alexa e similares) e a inteligência artificial cada vez mais desenvolvida, como com os atendimentos de telemarketing com bots e se pergunte: onde isso vai parar? Claro que o metaverso é uma resposta bem possível para essa pergunta.

Segundo Fábio Costa, a criação do metaverso tende a criar um marco singular na história, não só da tecnologia, mas da civilização. “A criação do celular, por exemplo, foi um marco, porque mudou a nossa forma de viver. Mas o metaverso tende a ter uma importância ainda maior, caso realmente seja viabilizado. Se algum dia tivermos algo parecido com o que é projetado, ele mudará ainda mais bruscamente o dia a dia do ser humano.” 

O dia a dia no metaverso

A melhor forma de entender o metaverso é, de fato, imaginar como seria o seu dia a dia dentro dele. Na verdade, como ainda não temos uma formatação clara do tema, podemos apenas supor como as coisas seriam, com base no que já conhecemos e nas projeções tecnológicas.

Obviamente, você deve estar pensando que existem coisas que precisam ser feitas no mundo real, e você está certo sobre isso. Mas, certamente, podemos pensar em algo que permita a simultaneidade de ações entre o mundo real e o metaverso, e isso é totalmente possível, como com o uso da realidade mista. E não é preciso nem pensarmos nos tradicionais óculos de realidade virtual (embora eles sejam uma boa ideia para a situação), podemos utilizar no nosso exemplo algo parecido como o Google Glasses, que por mais que não tenha emplacado, é uma ideia que merece atenção.

Provavelmente, você já acordou e foi tomar o seu café enquanto via, no celular ou no computador, seus emails ou algumas notícias. Agora, imagine que, ao invés disso, você colocou seus óculos e passou a ver o que quer dentro do seu ambiente. Neste momento você entra em um ambiente de mixed reality, tecnologia também possível para o metaverso. Assim, você consegue ver e pegar, por exemplo, a sua xícara de café, ao mesmo tempo em que confere conteúdos em telas virtuais e, por que não, interações do ambiente virtual com o real. 

Imersão no metaverso

Depois de finalizar o seu café, você precisa ir trabalhar. Neste momento, você pode trocar a realidade mista pela realidade virtual, ignorando o ambiente real. Para isso, pode ser que você utilize algum dispositivo diferenciado e com mais sensores. A tecnologia tende a evoluir muito ainda neste ponto, mas já escutamos rumores, até mesmo, da criação de roupas que tem como objetivo estimular nossos sentidos, com o uso de sensores.

Assim que você entra no metaverso, você se vê na sua casa, ainda com a roupa que estava ontem de noite, algo mais casual que utilizou para assistir um filme na sua sala de TV virtual. Então, você toma banho e vai até o seu armário para colocar o seu terno para a reunião de hoje. Contudo, não gosta de nenhuma das gravatas. Então, coloca outra roupa e, via comando de voz, pede para ir até o shopping. Chegando lá, escolhe uma gravata em uma loja de roupas e paga virtualmente. Volta para a sua casa e veste seu terno, com a gravata nova.

É interessante ressaltar que nesse trecho da história já podemos tratar o seu personagem como “você”, pois é justamente essa a ideia do metaverso. Pode ser que ele não se pareça fisicamente com você, por escolha sua, mas ele é a sua representação durante a maior parte do tempo e perante a sociedade, agora digitalizada. 

Metaverso no trabalho

Depois de se vestir, um novo comando de voz te leva para o seu escritório. Você chega e passa pela mesa da sua secretária, que te atualiza sobre a sua agenda do dia. E isso acontece de forma real, em uma conversa na qual você vê ela e ela te vê em um ambiente virtual, interagindo com o uso gestos e expressões faciais e corporais.

Assim que se atualiza com ela, entra na sua sala e se senta, ativando algumas telas virtuais para começar a trabalhar. Ao olhar para baixo, você nota que possui algumas ferramentas que pode utilizar, como bloco de notas, caneta, calculadora, etc.

Daqui a uma hora, você tem uma reunião para viabilizar o investimento da construção de um novo condomínio residencial dentro do metaverso e precisa estudar para isso. Esse condomínio é voltado para jovens recém emancipados, que procuram um local com bastante entretenimento nos arredores. Então, você se teletransporta para o local e anota quais são as atrações da região, para cruzar com outras informações. Chegada a hora da reunião, você vai até a sala e apresenta o projeto de forma presencial e interativa, convidando todos a visitarem o local.

MetaVerso - Um novo universoDois dias depois, você recebe a informação de que o projeto foi aprovado e já recebe, em criptomoeda, o valor para o investimento inicial. A partir daí, você passa a entrar em contato com os desenvolvedores e programadores para dar início à construção do ambiente virtual.

Nesse mesmo dia, você decide chamar a sua equipe para um happy hour, para comemorar o novo contrato. Assim que termina o expediente, todos se encontram em um bar próximo ao escritório para conversar e ouvirem música ao vivo. Sim, ao vivo! Imagine que uma banda está tocando no mundo real, mas está sendo representada por seus personagens digitalizados. 

Cruzamento com o mundo real

Somos seres biológicos. Assim, é evidente que não temos como viver 100% do tempo no metaverso. Contudo, todos os nossos esforços no trabalho e na vida tem objetivos como segurança para nossa família, crescimento pessoal e, por que não, prazer. “A ideia desse universo digital é que muitas coisas possam ser realizadas dentro dele, incluindo momentos de interação e, sobretudo, de diversão. Sendo assim, é natural que as pessoas estejam a maior parte do tempo imersas nele. Por isso existiria, também, a necessidade de trabalhar dentro do metaverso”, defende Fábio Costa, CEO da Agência Casa Mais.

Segundo ele, não se trata apenas de uma necessidade, mas também de uma forma aprimorada e mais eficaz de trabalhar. E todos esses conceitos se estendem para outros diversos momentos, como os de estudo, por exemplo. Você se lembra quando aprendeu geografia na escola? Imagine, então, que, ao estudar o Egito, você pode ir até lá, conferir como foram construídas as pirâmides. Interessante, não? 

Desafios e avanços do metaverso

O grande desafio para o metaverso é realmente engajar as pessoas para que elas prefiram estar nele do que mundo real, e isso envolve diversos fatores. Além das vantagens de ter uma vida mais fácil e ágil – incluindo metodologias de trabalho mais eficientes e que permitam aumento do tempo livre – é preciso focar no aprimoramento do senso de presença, e essa necessidade passa por critérios objetivos e subjetivos, incluindo características e percepções particulares de cada indivíduo.

Facebook agora é META

Apesar de complexo, o desafio não é impossível do ponto de vista das empresas de tecnologia. Podemos citar, por exemplo, o Project Cambria, do Facebook. Trata-se de um headset VR que tem como objetivo o uso de câmeras e sensores para detectar desde expressões faciais até características como tonalidade de pele e uso de acessórios.

E, por falar em Facebook, não podemos deixar de abordar os esforços da empresa para impulsionar o metaverso, a começar pela troca da marca para Meta, que engloba Facebook, Instagram, WhatsApp e Oculus. Além disso, a empresa já está trabalhando na plataforma Horizon, cuja ideia é criar ambientes virtuais como o já lançado Horizon Workrooms (para reuniões) e outros, como o Horizon Home e Horizon Worlds. 

Viabilidade

Para que o metaverso seja uma realidade efetiva, muitas tecnologias precisam evoluir. Contudo, não é algo impossível, se pensarmos na negação passada de muitas coisas que presenciamos hoje.

Uma das apostas para o metaverso é a plataforma Unity, voltada para a criação de jogos e, no caso da Agência Casa Mais, para ambientes virtuais com foco no mercado corporativo, o que resultou na criação da plataforma REUNI. Segundo o CEO da empresa, a ideia do REUNI é criar ambientes virtuais para que as pessoas possam – com ou sem o uso de óculos VR – estar em outros lugares, como salas de reunião, feiras de negócios e salas de aula, por exemplo. “Nossa ideia é, também, criar senso de presença, pois somente assim conseguimos bons resultados no mundo corporativo”, explica ele.

“Vejo o metaverso de duas formas: dentro de um mundo 100% virtual e/ou em realidade mista”, completa. Ele explica que cogita a realidade mista como forma de fazer com que as pessoas satisfaçam tanto as necessidades digitais quanto as biológicas, como comer sem sair do mundo digital.

Ele explica, ainda, que a equipe da Agência Casa Mais está sempre atenta às novidades e que o foco do trabalho é sempre aprimorar as experiências para o mundo empresarial. “Vejo que a demanda por soluções para as empresas é latente, porque a partir do momento que as pessoas acostumarem a viver em um suposto metaverso para se divertir e interagir, elas também vão querer estar nele para trabalhar”, finaliza.

A sua empresa que entrar no metaverso e não sabe como? Entre em contato com a equipe da Agência Casa Mais que eles pdoerão te ajudar a entrar nesse novo mundo de forma objetiva e eficaz!

AGÊNCIA CASA MAIS

(11) 3467.1985
fabiocosta@agenciacasamais.com.br

 

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