União Europeia cria regras para a Inteligência Artificial para evitar uma crise tecnológica

União Europeia cria regras para a Inteligência Artificial para evitar uma crise tecnológica

Companhias trabalhando com Inteligência Artificial terão que instalar mecanismos de prestação de contas em seus dispositivos para que não corram o risco de mal-uso e acabem numa crise de credibilidade, assim como ocorre hoje com as mídias socias. Essa norma foi estabelecida pela Comissão Europeia, na última segunda-feira (8), na tentativa de evitar o uso abusivo da nova tecnologia.

Todos os projetos de Inteligência Artificial devem ser transparentes, ser supervisionados por humanos e ter algoritmos seguros e confiáveis, além de fornecer proteção e privacidade para todos os dados de todos os seus usuários.

“As pessoas precisam ser informadas quando estão em contato com algum algoritmo e não com outro ser humano. Toda decisão tomada por um algoritmo precisa ser verificada e explicada”, disse Mariya Gabriel, comissária para a Economia Digital da Europa. Ela completa dizendo que uma I.A. precisa ser confiável e segura e suas empresas criadoras devem se responsabilizar legalmente por qualquer decisão tomada pelo sistema.

A nova lei foi dividida em 7 partes:

  • Fator Humano: a Inteligência Artificial deve garantir uma sociedade equitativa, servindo aos direitos humanos sem limitar a autonomia humana.
  • Segurança: toda A.I. precisa de algoritmos seguros, que lidem com qualquer inconsistência em suas fases.
  • Transparência: as empresas devem assegurar a rastreabilidade dos sistemas A.I.
  • Privacidade: o usuário deve poder controlar todos os seus dados pessoais, sabendo quais podem ser usados contra eles de maneira prejudicial ou discriminatória.
  • Prestação de contas: as empresas devem ter total responsabilidade pelos seus sistemas e seus resultados.
  • Bem-estar social e ambiental: os sistemas devem ser usados para aumentar a responsabilidade ecológica da população e apoiar mudanças positivas na sociedade.
  • Diversidade, não-discriminação e equidade: a Inteligência Artificial deve levar em conta toda e qualquer habilidade e/ou necessidade humana.

Todas essas mudanças serão aplicadas em um programa piloto na União Europeia, que decidirá então se as mudanças são funcionais e efetivas.

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